O apanhador no campo de centeio – J. D. Salinger

O_APANHADOR_NO_CAMPO_DE_CENTEI_1420723245114SK1420723245BTítulo: O apanhador no campo de centeio
Autor: J. D. Salinger
Páginas: 208
Editora: do Autor  
Assunto: Lit. Estrangeira
Classificação: 3/5

Sinopse: Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?


A única frase que me vem à cabeça após ler este livro é:

-Esperava mais. (Na verdade esperava muito mais).

O livro não é ruim, no começo me prendeu bastante, talvez por ser narrado pelo personagem principal, gosto bastante deste tipo de leitura me sinto íntima de quem conta sua história. Porém, passei páginas e páginas esperando que algo importante acontecesse o que não ocorreu. – A meu ver, claro!

Talvez porque comecei a ler o livro cheia de expectativas, devido aos rumores sobre ele  ser “o livro favorito dos serial killers” e tals, confesso que esperava outro enredo.

Holden Caulfield é um adolescente de mais ou menos 16/17 anos, que começa a relatar sua vida, sentimentos e pensamentos. Ele foi expulso do colégio e não pretende voltar pra casa três dias antes, afinal é o terceiro colégio do qual é expulso e teme a reação de seus pais, então tem a brilhante ideia de fugir. Assim começa sua trajetória pela cidade de Nova York, que vai de brigas no colégio antes da fuga á ser ameaçado por um cafetão por causa de uma prostituta. Cigarros e porres é o mais presenciei durante a leitura, como esse Holden fuma!

Exageros, muitas mentiras, frases irônicas e polêmicas, fazem parte da personalidade do personagem e fui obrigada a marca algumas citações:

 “Em primeiro lugar, sou meio ateu. Gosto de Jesus e tudo, mas não dou muita bola para a maioria das outras coisas da Bíblia. Os Apóstolos, por exemplo. Pra falar a verdade, os Apóstolos são uns chatos”.

“Eu? Não. Não tenho hora certa – respondi. Puxa, nunca falei coisa mais verdadeira na minha vida”.

Em meio à narração se mostra bastante revoltado com tudo a sua volta como nesta citação:

“Bom, eu odeio a escola. Poxa, como detesto o troço […]. E não é só isso. É tudo. Detesto viver em Nova York e tudo. Táxis, ônibus da Avenida Madison, com os motoristas gritando sempre para a gente sair pela porta de trás, e ser apresentado a uns cretinos que chamam os Lunts de anjos, e subir e descer em elevadores quando a gente só quer sair, e os sujeitos ajustando as roupas da gente nas lojas, e as pessoas sempre…”

No início, achei sua forma de ver o mundo engraçada, e por vezes irônica; porém no meio da leitura comecei a  pensar: – Poxa, essa Holden só reclama!!!

Ele passou por um grande trauma familiar que mexeu muito com ele. Penso que tenha alguma relação com o que aconteceu, tenho a impressão em algumas passagens que se sente muito culpado. Vale ressaltar que no livro, a única pessoa pela qual demonstra amor e afeto é por sua irmã mais nova.

Para mim o livro foi razoável, mas vale a pena presenciar os dias que Holden ficou fora de casa. Quando disse no início que nada de relevante ocorreu na história é verdade. No meu ponto de vista, o livro parte dos pensamentos, questionamentos de um adolescente comum de sua época, com suas revoltas e uma vida extremamente sem graça, sem amigos, nada!

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Sobre Luh Alves

"Luana Alves – 21 anos, mineira, aquariana inconstante e apaixonada pela vida, viciada em livros e louca por séries."
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2 respostas para O apanhador no campo de centeio – J. D. Salinger

  1. Não têm como ler esse livro sem pensar que Holden é muito chato. No entanto de certa forma isso é um mal da adolescência. Só que ele é mais perturbado do que o normal.
    Depois de ler esse livro eu fiquei com o sentimento de vazio e ele se tornou um dos meus livros de cabeceira. No entanto ele não se tornou importante por ser um livro excelente, mas simplesmente porque eu não consigo esquever de Holden…

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  2. Pingback: ED SHEERAN BOOK – TAG | Livros e Vitrolas

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