O que realmente te define?

Sabe aquele momento em que tudo te irrita, nada está bom o bastante e o mundo e as pessoas simplesmente não fazem sentido? Quando você tem um tempo para pensar e talvez começa a pensar demais e analisar que muita das coisas as quais valorizamos não tem tanto valor assim?

Afinal, o que é o dinheiro além de um papel para definir sua felicidade, suas amizades? O que é a beleza para definir que você é legal e que merece ser amada (o)? O que são as roupas além de tecidos (muitas vezes barato) para definir seu caráter?

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Porque nos preocupamos tanto com essas coisas, por qual motivo elas não se tornam simples detalhes, ornamentos? O que tem que valer de verdade é quem somos. São nossas escolhas, caminhos, palavras, ações que nos definem, o resto é resto.

Papel, genética, tecido o que é isso? Aonde queremos chegar com pensamentos tão pequenos? E não adianta falar que isso não existe, porque existe sim. A todo o momento somos julgados por aquilo que temos e não pelo que fazemos, já pararam para pensar quanto sofrimento isso causa?

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Uma vez que pessoas sem condições ou até aquelas que têm o suficiente ficam o tempo todo buscando a felicidade no dinheiro, quando não, criam um mundo de ilusões e acham que tem uma condição melhor do que elas realmente possuem. Vivem insatisfeitas buscando um padrão de vida que poucos conseguem. Não estou dizendo que lutar para conseguir algo não seja bom, ao contrário, porém os motivos que nos levam a querer estas coisas devem ser revistos.

E a genética o que dizer? Se uma mulher não nascer loira com cabelos longo-lisos, olhos azuis e corpo perfeito, coitada! Vai passar a vida inteira sofrendo com dietas, em salões e tentando ser mais bonita para as pessoas gostarem mais dela. Muitas vezes sofrendo e culpando os céus por ter nascido diferente. E quem disse que ela não é bonita? Esse padrão torto que seguimos? Se conhecêssemos nosso verdadeiro valor não sofreríamos tanto.

beleza não é tudo

O tecido que deviria servir somente para nos aquecer, causa tanto constrangimento.  Já parou para pensar que aquela menina que você observou com roupas estranhas na rua, simplesmente não tenha condições de comprar roupas legais?

Esses padrões inalcançáveis que foram criados, são simplesmente comércio. E aceitamo-los tão fácil, que nem questionamos, e algumas pessoas sofrem de verdade para tentar ser mais perfeita, mais aceita. Imagina se na TV assistimos o tempo todo que ter uma vida simples é legal, que viver feliz com sua família e amigos é o suficiente, iríamos acreditar nisso e não procuraríamos uma casa maior em um bairro mais glamoroso. Esse é um exemplo que se aplica para tudo, o legal é ter mais, buscar mais, por simples comercialização. Se ninguém te contou essas coisas rendem muito dinheiro.

midia-mente

Vamos desencanar e procurar ser quem realmente somos, sem pressões. Ser feliz agora é essencial, afinal o tempo passa muito rápido e no futuro quando olharmos para trás será que valerá a pena?

E você o que pensa sobre esses padrões? Gostaria de saber sua opinião.

Sem título

“A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor á sua escravidão” – Aldous Huxley

“Então acha que o dinheiro é a raiz de todo mal. E já se perguntou qual é a raiz de todo o dinheiro?” – Ayn Rand

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Sobre Luh Alves

"Luana Alves – 21 anos, mineira, aquariana inconstante e apaixonada pela vida, viciada em livros e louca por séries."
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22 respostas para O que realmente te define?

  1. alemdatorre disse:

    Adorei suas palavras, pois sintetizam uma verdade que poucos se preocupam em questionar atualmente. Vivemos numa sociedade de consumo padrões que adotamos dos americanos, mas é algo que está ficando cada dia mais e mais enraizado em nossa cultura tupiniquim

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  2. Dhan Yllo disse:

    Até que ponto os valores impostos a cada pessoa nascida é capaz de ferir a ética como um todo. Estávamos discutindo hoje em sala de aula sobre a Ostentação, o que é, como surgiu quais são os malefícios e benefícios que ela traz. Na verdade tudo são modelos, máscaras, e padrões para manter tudo bem ajeitado para o mercado de consumo. O ter é mais importante que o ser, e em uma sociedade assim certamente teremos mais pessoas angustiadas do que realmente felizes, pois sabemos que o ter é somente para uma pequena parcela da população. Muito bacana o seu blog. Parabéns. 🙂

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    • Você disse tudo, quando a preocupação com o ter se torna maior que o ser, nos tornamos também pessoas superfíciais e baseamos, as vezes sem perceber, nossas relações em interesses e muitas vezes falta sentimentos profundos. Talvez por isso está cada vez mais comum casamentos, amizades e etc durarem cada vez menos com o passar do tempo. Obrigado pelo comentário, é bom saber que existem pessoas que sabem o que está acontecendo ao nosso redor.
      Luana.

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  3. tamiresbranu disse:

    Luh, que post incrível e que reflexão! Também penso o mesmo. os valores são todos distorcidos por conta do lucro, daquilo que vende, daquilo que gera capital e isso afeta tanto as pessoas que elas adoecem de verdade. Bonito não é que dizem ou o que está definido por aí, pelo contrário, bonito é estar bem consigo mesma, é procurar e conseguir encontrar a felicidade, mesmo que por pouco tempo, dentro de si mesma. Sabe, aquela paz? A gente tem mais é que desconstruir tudo que já nos foi dito e interrogar e encontrar nossas próprias respostas.
    Um beijo :*

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  4. Vivendo para o ter, deixamos de ser. Admirável e-mundo novo…

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  5. Bruna Martins disse:

    Oi Lu!
    Que texto lindo! Muito reflexivo…
    As vezes se paramos pra pensar encontramos muitos valores distorcidos! Muitas pessoas que ainda não encontraram beleza naquilo que tem…naquilo que é!
    Adorei!
    Beijos

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  6. Luuh amei o post! E realmente as vezes paramos pra pensar sobre certas coisas e o que elas realmente são e importam, entretanto no mundo de hoje as pessoas vivem muito por aparência, é tipo se você tem um carro de luxo, você é meu amigo, se seu corpo é perfeito é porque é isso e aquilo, e isso são estereótipos que a sociedade nos impõe a seguir e toda essa massa comercial influi nisso, e nós acabamos nos afetando.
    Adorei o que você escreveu e super concordo contigo!
    Beijão 😘

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    • Realmente eu sinceramente não entendo essas divisões, existem até locais frequentados por classe X e Y. As escolas são separadas de forma que dá a impressão que é para evitar o convívio, como se pobre fosse uma ameaça e isso muitos vezes atrapalha o investimento na educação. Talvez se todos estudassem no mesmo colégio o investimento e apoio dos empresários seria maior, mas isso dá assunto para outro post. Bjuss

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  7. É por isso que gostamos muito de ter um blog, porque quem tem um blog já está remando contra estes padrões, porque aqui somos o que somos, sem disfarces. Quem gostar do que escrevemos, muito bem, vem, curte, comenta, rebloga, ótimo. A mídia está sofrendo, eu sou da área, sei como é isso. Os padrões estão caindo. Parabéns pelo texto.

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  8. laynnecris disse:

    Leh, querida você é linda… Cuide da saúde para mantê-la o resto o bom Deus já te deu… Siga em frente!

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  9. laynnecris disse:

    Sabe qual é a melhor ver jovens tão conscientes como vocês. E isso ai meninas! Tudo na vida deve ser usado com moderação, não podemos em momento algum ser guiados pelo consumismo. Infelizmente há quem precise disso para conseguir se estabelecer em um determinado círculo social.

    Aprender a se aceitar e não se importar com o que os outros pensam é um exercício que leva quase a nossa vida toda, mas vale a pena gostar e ser querida pelo que você é e não pelo que você aparenta ser.

    Meninas eu admiro vocês pacas… Continuem assim sempre e espalhem esse pensamento maduro e esclarecido por onde forem…

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    • Laynne realmente aprender a se aceitar é o mais difícil, parece que somos treinados para procurar defeitos nos outros e em nos mesmos. A autoaceitação realmente deve ser um exercício diário, facilmente conseguimos achar “defeitos” e tentar repara-los. Estou começando nesta caminhada. Obrigada pelo incentivo. 🙂

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      • laynnecris disse:

        É difícil, mas uma vez alcançado é um prazer… Acho que faz parte da fase de nossa vida essa questionamento que nos fazemos… deve ser frequente e eu adoro a filosofia por isso, porque ela nos remete a nós mesmo. Não podemos mudar o mundo se não conseguir mudar a nós mesmo… Diz-se que a maior lição que se dá é aquela que não se diz e sim a que se vive… Ou seja, precisamos ser… e com a experiência vamos aprendendo a ser melhor… Ser gentil, honesto, leal e aprender a enxergar as coisas boas nas outras pessoas é uma qualidade que deve ser cultivada!

        Parabéns a vocês garotas… Um orgulho!

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  10. Letícia disse:

    Luh!!! Amei e amei essa postagem! Sabe que esses dias eu ando me sentindo meio “bléérgh” comigo mesma, e me sinto pior ainda por me sentir assim. Ontem parei pra pensar um pouco no motivo de eu estar tão preocupada em fazer dieta, malhar, comer só salada e afins.. Claro que, ajuda a saude, mas é só isso mesmo???
    Me pego olhando para fotos de meninas “perfeitas” que moldam suas vidas através de filtros do instagram, mas que na real, são tão infelizes quanto nós “aqui de fora”. E quem foi que determinou que o padrão de beleza é ter cabelos claros, compridos? Olhos claros, pele clara? Alta, magra? isso chega a ser ridículo e o pior de tudo é que, por mais que existam DIVERSAS campanhas do tipo “bodypositive”, nós nunca estaremos satisfeitos conosco enquanto olharmos os espelhos. A mudança precisa vir de dentro pra fora, se é que me entende.. :~~
    Tô tentando lidar melhor com isso e espero me encontrar no meio dessa confusão toda.

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    • Exatamente isso, até que ponto vale nos negar para chegar em um padrão? To meio neura com isso essa semana refletindo que tudo o que aprendemos, os pontos de vista que temos já estão todos definidos: o bonito, o legal, a felicidade. É tão difícil deixar esse padrão, que para começar não representa a maioria.
      To tentendo começar a pensar por mim mesma e ver o mundo e as pessoas de outra forma. E fazer escolhas que me representem.

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